sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

A Missão






"Dói sair do conto de fadas, de um mundo de ilusão, mas não há nada mais libertador que pensar por si mesmo."

Chegamos em dezembro, estamos quase no natal e o que os viciados em leitura poderiam pedir de melhor do que bons livros pra encerrar o ano? Sobre isso eu não posso reclamar e hoje trouxe a resenha de “A Missão” de Stefanie P. Paludo.

Quando a Stefani me mandou o e-book, eu tinha acabado de largar um livro que tinha pego pra ler em um péssimo momento. Na mesma hora comecei a ler, por se tratar de um tipo de livro que eu raramente leio, e logo de cara ter me encantado com a apresentação da autora.

“A Missão” se trata de um livro com todos os ingredientes de distopias como “Jogos Vorazes” e ainda assim tem aquele gostinho de coisa nova que enche os olhos.

Logo no início, somos apresentados as causas de toda a destruição a qual o planeta é exposto, um doença que é transmitida de forma misteriosa, e em questão de meses devastou toda a vida na Terra. Mariana foi a única que, mesmo tendo entrado em contato com o vírus de todas as maneiras possíveis, continuou viva, o que transformou ela na provável salvação de todos. Mas o tempo era curto e com isso os governantes se juntaram para criar um lugar onde os sobreviventes pudessem viver tranquilamente.

Tazur é um país localizado no meio da Floresta Amazônica e foi criado com o intuito de abrigar as “melhores pessoas” que sobraram no mundo. Cada país poderia mandar uma quantidade de pessoas, animais e informação cultural para que a diversidade do mundo fosse garantida e, assim, perdêssemos o mínimo de  informação para as gerações futuras. A ideia era boa: Salvar as pessoas e criar um mundo melhor e sem os problemas já existentes como desigualdade social, por exemplo.

O problema é que de boas intenções o inferno está cheio.

Tazur se tornou com o passar dos anos algo muito diferente do que foi imaginado pra ser, onde os governantes mandavam e desmandavam da forma que mais beneficiariam a si mesmos. Assim, as pessoas começaram a sofrer e a morrer de fome, ou pelas mãos dos soldados do governo.

É quando um grupo cansado de tudo aquilo, resolve usar suas posições estratégicas no atual governo pra começar uma revolução.

"Os tempos mudam. E tempos desesperados exigem medidas desesperadas."

A Stefani criou uma história maravilhosa, cheia de ação e reviravoltas que mantém a gente curioso o tempo inteiro. O mundo criado por ela era tão cheio de detalhes e informação, que facilmente faz o leitor se imaginar no meio de tudo aquilo. A escrita da autora é minuciosa, o que sempre me incomoda em um primeiro momento, por estar acostumada a leituras mais rápidas, mas a clareza com a qual ela leva as situações faz com que seja muito mais tranquilo absorver tudo o que ela propõe.

O livro é um combo de inspiração e ação, que eu preciso indicar pra todo mundo, tanto por ser um ótimo livro quanto pelo orgulho de ter sido escrito por uma brasileira tão talentosa.


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