sábado, 29 de dezembro de 2018

Os Números Do Amor





“Ela tinha uma síndrome, mas a síndrome não era aquilo que a definia. Ela era Stella. Um indivíduo único”

Enfim, estamos chegando nos últimos dias do ano e quando eu digo que na parte literária esse ano de 2018 foi maravilhoso pra mim, eu não tô brincando. Passei esses 365 dias conhecendo histórias lindas e completamente novas pra mim, que sempre havia me mantido na zona de conforto dos romances clichês. Li de tudo um pouco, mas no final voltei para o meu tipo de livro favorito e não poderia ter encerrado esse ano de forma mais incrível!

Helen Hoang me surpreendeu lindamente com “Os Números do Amor”, e desde já eu preciso dizer que se vocês não leram esse livro ainda, leiam!

A história que conhecemos é a de Stella Lane e Michael Phan.

Ela, uma mulher extremamente bem sucedida na vida profissional, trabalha com contabilidade e adora números, mas que por sofrer da Síndrome de Asperger – um dos transtornos do espectro autista – tém dificuldade de se relacionar com as outras pessoas “normais”. Stella não se sente confortável e muito menos confiante com contato humano, mais explicitamente, a relação sexual e amorosa. E depois de algumas experiências que não deram tão certo, acaba acreditando que ela simplesmente não serve pra isso.

Ele, um acompanhante profissional, cuja única regra que seguia rigorosamente em seu trabalho era nunca sair duas vezes com a mesma cliente. Descendente de vietnamitas, além de ser terrivelmente lindo (todos fingindo que eu não tô apaixonada), acredita que sabe tudo o que se pode saber sobre as relações entre homens e mulheres. Sua função ali é simplesmente ensinar algumas coisas para essa nova mulher.

Parando por aqui, com certeza todos pensariam que esse é mais um romance clichê pra conta da Camila, certo? Mas, Helen Hoang trouxe pra essa história um toque realmente delicado que tornou-a mais do que especial.

Stella não é uma mocinha comum e não por sua condição, mas por ser uma pessoa forte que, apesar das piadas dos colegas de trabalho e das pressões que a mãe faz para que ela arrume um marido logo, resolve fazer as coisas da sua maneira, e de uma forma que faça sentido, primeiramente, para ela mesma. Michael é um mocinho... adorável – e eu amo poder usar essa palavra pra descrevê-lo. Diferente dos homens que vemos em romances comuns, até a formação dele é “diferenciada”. Ele é extremamente ligado à família, inteligente, e eu já mencionei que tô muito apaixonada???

A autora acertou em cheio ao trazer um assunto como a Síndrome de Asperger, usando a descontração e a relação sexual e romântica como ponto de partida. O livro tem cenas hot que fogem completamente do que estamos acostumados, por conterem principalmente uma delicadeza enorme, que em momento algum transformam a protagonista em “vítima de um transtorno” ou indefesa, muito pelo contrário. Nós aprendemos muito com Stella e com a própria Helen, que sofre da mesma Síndrome que sua personagem e encontrou nela mesma a inspiração para a história.

Esse é um romance doce, contagiante e com certeza apaixonante também. Então, se vocês querem começar o ano com uma leitura leve para acalmar a mente depois de toda a agitação das festas de fim de ano, esse pode ser o seu primeito livro para 2019. Aproveitem! 

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