sábado, 12 de janeiro de 2019

Lições de Vida das Grandes Heroínas da Literatura






“Por sorte, não é exigido que sejamos corajosas para sermos heroínas. Tudo o que temos que fazer é protagonizar nossas próprias histórias.”

Começando o ano de 2019 com o pé direito e continuando a minha saga por autores e livros diferentes, eu resolvi iniciar minhas resenhas com um achado lindo de uma feira de livros que eu não pude perder tempo pra começar a ler. A verdade é que esse foi um presente de natal muito bem vindo e eu precisava trazer pra vocês também!

“Liçôes de Vida das Grandes Heroínas da Literatura”, de Erin Blakemore, me encantou desde a primeira página. Foi difícil, muito mesmo, não me identificar com cada uma das palavras dela enquanto descrevia sua relação com a leitura, escrita e principalmente com as heroínas e suas respectivas autoras.

“Ler livros costumava ser algo tão transgressor quanto escreve-los. Afinal, bons livros semeiam as ações futuras. Eles nos dão alento quando nos divorciamos, abandonamos empregos ou relacionamentos desiguais, quando criamos filhas arrogantes e exigimos o que nos é devido. Eles nos confortam quando estamos solitárias e nos dão as palavras por que ansiamos ouvir. Será que não devemos um pouquinho de atenção as mulheres que se atreveram a nos presentear com essas obras?”

O livro é relativamente pequeno, com apenas duzentas páginas – que, por mim, poderiam ser muito mais – e reúne doze mulheres que nos encheram de sentimentos, dúvidas e respostas, enquanto suas histórias eram contadas através das mãos de suas “mães” literárias.

Mulheres como Jane Eyre, da obra homônima de Charlotte Brontë e a Lizzy Bennet de “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, que já são carinhas conhecidas por aqui, se juntam à Celie de “A Cor Púrpura”, da autora Alice Walker, Anne Shirley da série "Anne", de Lucy Maud Montgomery, Scarlett O’Hara de “E o Vento Levou”, clássico da Margaret Mitchell, entre outras personagens incríveis, e são postas lado a lado com suas respectivas autoras e também heroínas, em capítulos. Erin Blakemore conta suas histórias correspondendo cada uma delas com virtudes como: Simplicidade, Fé, Laços de Família, Compaixão, Luta, Indulgência, Mágica e Determinação.

O livro é um baú sobre conhecimento e o ponto de vista de Erin, que teve muito trabalho de pesquisa por trás de cada história que ela conta, além de sua própria experiência de vida e de leitura junto com as personagens. Cada uma das heroínas, claramente, vieram de seu acervo e gosto pessoal, mas que facilmente têm o poder de agradar a muitos outros gostos diferentes, junto com todas as indicações que ela também dá no fim dos capítulos.

Com poucas palavras e uma escrita leve como uma conversa entre amigos, e extremamente próxima de quem é leitor – e, principalmente, aqueles apegados às histórias clássicas fortes e seus ensinamentos –, Blakemore nos apresenta a vida das autoras e torna impossível não termos vontade de conhecer ainda mais sobre cada uma delas. Todas as barreiras que tiveram que enfrentar, as batalhas que tiveram que lutar para, no fim, serem no mínimo reconhecidas em um mundo que não lhes permitia pensar por si mesmas. É também extremamente difícil depois desse livro, de não querer ler todas as histórias que você não leu e que ela cita, reler as que já leu e mais uma vez reaprender com as heroínas criadas por pessoas tão inspiradoras quanto suas criações.

Acredito que não restam dúvidas de que esse livro se tornou um grande xodó meu, não é? Eu precisava de coração indicar ele aqui, tanto por ser um livro bem escrito e gostoso de ler, quanto pela carga de ensinamentos que ele me trouxe, não apenas sobre as vidas dessas mulheres – reais ou inventadas – mas. principalmente, pelas coisas que eu questionei sobre mim mesma durante a leitura.

Se é um livro pra se ter na mesinha de cabeceira e voltar a ele sempre que possível? Com certeza! E mais que isso, ele é um livro pra se passar adiante até chegar às mãos das heroínas de nossas vidas diárias.

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