quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Opala



O terceiro volume da Saga Lux começa praticamente de onde o anterior parou: Katy e Daemon conseguiram finalmente se acertar como casal, mas os perigos ainda espreitam e se complexificam. Essa resenha pode conter spoilers dos dois primeiros livros, “Obsidiana” e “Ônix”, mas vou tentar mantê -los no mínimo. 
 
O mundo dos Luxen nunca mais vai ser o mesmo depois de tudo o que aconteceu, em especial pelo retorno de um Dawson extremamente traumatizado e uma Beth viva, mas ainda desaparecida. O status de híbrida completa de Katy a coloca na mira de Daedalus, um braço do Departamento de Defesa norte-americano, que possui um programa de “estudos e experimentos” com os Luxen e os que por eles foram curados. É tortura diária para as cobaias, humanas ou não, mas essa prática não parece incomodar os agentes quando o assunto é a famosa “segurança nacional/mundial”. Daedalus sabe exatamente do que são capazes os Luxen e toda a tentativa das colônias e de seus anciãos de se manterem fora do radar, foi completamente infrutífera. O governo os temem, na mesma medida em que se preparam para uma possível guerra pelo controle do planeta.

Eu já tinha mencionado em minha resenha anterior, que a autora estava caminhando para uma possível revelação por completo da presença dos alienígenas em nosso mundo e depois de finalizar “Opala”, minha opinião a esse respeito foi apenas reforçada. Quero muito saber como e se a autora fará isso, porque é uma decisão que pode destruir ou elevar a Saga Lux a um novo patamar no seu gênero, saindo da sombra de antecessores mais famosos.

O foco inicial do livro é no relacionamento do nosso casal favorito, depois de passarem os dois primeiros livros às turras. Pena que a bonança sempre dura pouquíssimo tempo nas mãos de Jennifer L. Armentrout, essa mulher maligna. Foi de forma proposital que ela nos envolveu, juntamente com a própria protagonista, no magnetismo, carinho e devoção de Daemon à sua humana. Seu objetivo era que chegássemos no final do livro e levássemos uma porrada bem no meio dos olhos e ficassemos olhando para as últimas letras e pensando: “QUE DIABOS ACABOU DE ACONTECER E CADÊ A AMOSTRA DO PRÓXIMO VOLUME????”.

Mas, diferentemente dos dois primeiros, só encontramos no fim a página de agradecimentos e uma em branco. Quem quer tenha decidido isso, seja a autora, seja a Editora Valentina, foi muito bem jogado. Eu não vi aquele plot do fim chegando nem em um milhão de anos e menos ainda que seria deixada totalmente no escuro, até conseguir colocar minhas mãozinhas ansiosas no quarto volume, “Originais”!

A escrita frenética continua sendo uma característica dessa série, assim como os diálogos deliciosos e a trama em crescente tensão. Se em “Ônix” tivemos que passar muita raiva com a Katy até ela aprender que não pode salvar todo mundo sozinha, aqui ela retorna mudada. É uma coisa realmente boa ler o quanto ela cresceu emocionalmente, assim como seus poderes, e sua relação com Daemon se transformar na parceria que eu sempre quis ler. Pena que para chegarem até ali, não foi somente a Katy quem pagou um alto preço. As consequências das decisões impensadas que tomou, mesmo visando o bem e a proteção dos que ela ama, afetaram a todos irreversivelmente. Uma que envolve a Dee, em especial, foi muito dolorosa de ler e eu espero que a autora dê alguma solução ali!

A gente não tem tempo pra pensar em momento algum durante a leitura, apenas podemos correr de um lado para o outro junto com os personagens, e torcer pra tudo dar certo, ou no máximo, acabar todo mundo mais ou menos são e inteiro. Somos apresentados a novas e importantes figuras que parecem ter chegado para ficar e amarrar tudo isso gerou uma história toda feita em cima do acelerador.

“Opala” faz jus a seus predecessores e é um raro caso onde a “maldição do terceiro livro” não deve ser esperada. Tenho expectativas muito altas para “Originais” e mal posso esperar para ver onde tudo isso vai terminar!





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