quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Mitologia Nórdica





“Thor sempre tomava as mesmas atitudes quando algo dava errado. A primeira era se perguntar se era culpa de Loki. Thor pensou. Achava que nem mesmo Loki ousaria roubar seu martelo. Então fez o que sempre fazia quando alguma coisa dava errado e a primeira ideia não era a solução: foi se aconselhar com Loki.”

Apesar de já conhecer o autor por nome – e pela minha gigantesca curiosidade – meu primeiro contato com Neil Gaiman foi através de “O Oceano no Fim do Caminho”. Antes dele, não havia pego nenhum de seus livros para ler e por causa de uma indicação há algum tempo atrás, acabei me apaixonando pela forma como ele escreve. Depois de colocá-lo na minha lista de autores favoritos, é claro que eu tinha que ler “Mitologia Nórdica”, por dois simples motivos: primeiro, porque que adoro as histórias da mitologia nórdica e segundo, porque realmente adoro histórias sobre a mitologia nórdica.

Logo no primeiro capítulo, que é na verdade uma apresentação, Gaiman nos conta como começou seu interesse pelos mitos nórdicos, quando ainda era pequeno, e descobriu os quadrinhos de “O Poderoso Thor”. Desde então, seus poemas, seus contos e toda a cultura contida  neles e que com o tempo foi esquecida, despedaçada e perdida por aí, também se tornaram as lendas favoritas dele e a inspiração para contar suas próprias histórias.

Então, usando a “Edda em Prosa” de Snorri Sturluson e “Edda Poética” como ponto de partida, mergulhou nas narrativas de mais de novecentos anos para escrever esse que é um pequeno e divertido conjunto de mitos selecionados, a fim de recontar as histórias sobre os deuses que foram cultuados por aquele povo com fervor, mas também com bastante desconfiança.

Entre as páginas do livro, descobrimos coisas novas e personagens que para a maioria não passavam de coadjuvantes nas histórias de Odin: seu filho Thor e Loki. Mesmo aqui, os três são como personagens “principais”, já que boa parte dos contos, canções e poemas ainda existentes falam muito mais de seus feitos e conquistas do que de qualquer um dos outros deuses.

Cada capítulo conta sobre uma parte dos mitos e assim constrói uma linha do tempo que vai da construção dos mundos até o chamado Ragnarok, que seria “o destino final dos deuses”. Conhecemos um pouco mais da personalidade perigosa e trapaceira dos deuses, como Thor conseguiu o seu precioso martelo, como foi criado o hidromel da poesia, o destino dos filhos de Loki, entre outras histórias, que através das palavras de Gaiman se tornaram extremamente divertidas de ler, reler e até contar por aí.

Fica difícil dizer o que eu gosto mais sobre esse livro: se são os mitos que Neil Gaiman escolheu, se a forma como ele os recontou, ou se foram as tramoias geniais de Loki que sempre acabavam em problema, haha! Mas, posso garantir que vou continuar lendo este autor ainda muitas outras vezes depois dessa!



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