domingo, 26 de maio de 2019

Desencantada




Quando você pensa que a Carina não tem mais o que inventar, ela chega e nos exibe isso no meio da cara. Deus! Que livro! Mas, chega de tanto falatório e sejam mais que bem-vindos ao quinto volume da série Perdida (Perdida, Encontrada, Destinado e Prometida), Desencantada.

“Ela pensa que é água calma e suave, mas está enganada. Valentina é uma ressaca: toda turbulência e movimento.”

Já pelo quote vocês sabem que o livro é da senhorita Valentina e eu preciso confessar de antemão, que ela não era lá uma das minhas personagens favoritas por causa da Sofia, em Perdida. E sendo bem sincera, achei que iria ter ranço dela pela vida toda, mas acabei tendo um certo carinho por ela com o tempo e nesse livro, de fato, ela se tornou uma amiga. 


Em "Desencantada", a vida de Valentina está de ponta a cabeça, mas não pelo lado bom da coisa, já que nossa menina está infeliz e solitária. Após a morte de sua mãe ela se vê em uma nova vila, longe dos que sempre estiveram com ela desde seu  nascimento, sem o apoio de  seu pai, com uma cobra de  madrasta, um irmão mais novo muito fofo e com um único amigo, seu cachorro Manteiga - sou apaixonada por ele! 

Do outro lado temos o Capitão Leon Navas, um espanhol teimoso, com um senso de humor único e um passado cercado de mistério e dor. Ah, e pra ajudar mais ainda na já infame reputação do cara, ele ainda é amigo da Miranda, a madrasta cobra da Valentina.  Eu sei que fica difícil de defender o cara, mas tenham fé. 

O primeiro encontro desses dois não é bonito: é em uma disputa por um bem. Depois, o segundo  também não é bonito, envolvendo comida e um cachorro. E, bem, os seguintes também seguem essa mesma linha desastrosa, como vocês já devem ter deduzido. Isso vai rolando até um incidente - bem cômico!- deixá-los noivos. 

Sem se conhecerem direito, apenas com uma atração incontrolável por ambas as partes – e com o apelido mais fofo do mundo! -, esses dois se aventuram em tentar se conhecer e, quem sabe, conseguirem ir além da atração e construírem um amor. Por que não? O que poderia dar errado? Respondo logo: T-U-D-O!

Um passeio no navio. Uma tentativa de assassinato. Uma nova identidade. Uma investigação para descobrir o responsável. E o amor, a lealdade e a esperança, onde ficam? Esses só poderão, talvez, serem resgatados quando de fato as máscaras caírem e o culpado for descoberto.

Carina, na minha opinião, superou tudo com esse livro! Conseguiu nos aproximar de Valentina, nos  fazer querer andar de navio com um capitão maravilhoso e ainda de quebra criou algo fora de sua “caixinha”. Ela escreveu dentro de seu romance, uma bem-sucedida trama com um mistério policial e isso, meus amigos, é pra poucos autores. E Carina, sério, isso foi grande!

“Desencontrada” foi um livro muito bem amarrado do início ao fim. Após iniciá-lo, você não consegue largar até ele acabar, o que pode resultar em algumas noites sem dormir, mas, fiquem tranquilos que vale super a pena. 

O  trabalho  com os personagens secundários também foi brilhante, principalmente com os que eram apenas coadjuvantes na minha cabeça e conseguiram se tornar, de certo modo, protagonistas durante a história . 

Um dos detalhes que eu amo nessa série  é que sempre temos como matar um pouco as saudades dos protagonistas dos outros livros. Então para os que estavam na bad, vocês verão Sofia e Ian Clarke, Dr. Almeida e pra fechar, a gangue Elisa e Lucas Guimarães. É pra ficar louco, né?

Ah, e só um detalhe: Prestem atenção aos acontecimentos finais do livro, pois eles te deixarão totalmente em choque e vocês verão o poder enlouquecedor que Carina Rissi possui pra quase nos infartar, com algumas poucas palavras escritas. 

Finalizo a resenha com alguns conselhos para os que vão se aventurar com essa série incrível: separe uma caixa de lenço, brigadeiro de panela e se você for viciada em cafeína como eu, separe café, rios de café, porque a noite é sempre longa com esses livros!

E para os que ainda estiverem na  dúvida, se joguem no desconhecido e LEIAM  LOGO, PELO AMOR DE DEUS!!


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