segunda-feira, 1 de julho de 2019

Opostos




Na maioria das vezes, terminar uma série parece ser angustiante para os autores e frustrante para os leitores que acompanharam aquela jornada. Por diversas razões, ou o autor e os fãs discordam veementemente da maneira como tudo culminou – alô, Veronica Roth! -, ou o final até divide opiniões, mas ainda assim angaria uma boa parcela de reações positivas, como o caso da Série “Academia de Vampiros” da Richelle Mead, por exemplo.

Jennifer L. Armentrout está naquele raro caso em que ao encerrar a Saga Lux em “Opostos”, ela não só terminou como queria, mas não perdeu a coerência no processo, ou precisou sacrificar plots, arcos de personagens e sua narrativa para fechar de forma redonda a sua história. Não canso de dizer: sabem o quão raro é isso?

Neste quinto e último volume, precedido por “Obsidiana”, “Ônix”, “Opala” e “Originais”, ela tacou fogo no coreto novamente com um final de tirar o fôlego no livro anterior e começou esse no mesmo embalo alucinante. Se Daemon e Katy já tinham que lidar com a desaprovação da colônia Luxen, o Projeto Daedalus do Departamento de Defesa americano, os Originais, a ameaça Arum e as complexidades do próprio relacionamento, que tal se acrescentarmos uma invasão alienígena em larga escala?

Vocês não leram errado. Milhares de Luxen, literalmente, despencaram do céu no planeta Terra de mala e cuia. Nossos amigos aliens que aqui já estavam entraram em um bizarro “modo colméia”, agindo como se os humanos fossem apenas parasitas a serem eliminados – Daemon, Dee e Dawson inclusos! -, numa consciência Luxen coletiva de dominação genocida. Katy, Archer, Beth e os outros são deixados à própria sorte, enquanto o planeta fervilha de intolerância, mortes, medo e batalhas. Mais uma vez, a autora sacode o próprio jogo e polariza povos e lealdades, não deixando muita margem para dividirmos quem são os heróis e os vilões. E isso é ÓTIMO!

Essa perspectiva menos romantizada e mais “cinza” alinhou os interesses de grupos improváveis, permitiu alianças que antes jamais imaginaríamos possíveis e deu uma camada a mais de interesse à personagens ainda novos, como Luc, Hunter e Archer. Daemon e Dawson ganham um twist bem explorado, Katy prossegue sendo cada vez mais badass com seus novos poderes e sofremos com uma Dee versão “Mean Girls”, além de reencontrarmos o Daemon babaca do livro um, cortesia da consciência compartilhada dos aliens.

Mas, tenham certeza: a Katy não vai deixar barato toda essa palhaçada e o fato de ter Archer e até mesmo Luc e Hunter do seu lado, fez com que a ausência do nosso trio principal não prejudicasse o andamento da história.

Tive a impressão de que inserir esses dois não tinha sido um movimento à tóa e quando descobri que a autora já havia lançado um spinoff (“The Darkest Star”) tendo Luc como protagonista e ainda uma novella só para o Hunter, agradeci aos deuses literários por ter me apaixonado por uma história que foi previamente pensada e planejada. Além disso, Armentrout disponibilizou diversas cenas extras da Saga no Wattpad e ainda nos presenteou com “Oblivion”, um livro inteirinho com a perspectiva do Daemon da história dos três primeiros volumes.

É ou não é para amar essa mulher?

Por fim, é claro que recomendo a leitura dessa Saga e vou correndo ler o primeiro volume do spinoff e ver o que a autora está aprontando por lá. A nova fase deste universo ainda não tem previsão de chegar ao Brasil, infelizmente. Vamos torcer para a Editora Valentina conseguir trazê-la para nós!



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